Mensagem do culto do dia 17 de Janeiro

NOSSA OFERTA DIÁRIA A DEUS


Rm. 12:1; Nm. 28:1-8; Jo. 1:29; Mt. 16:24; Is. 53:6-7 e 4-5; Ex. 29:40-41; Hb. 13:15-16
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Rm. 12:1 – apresentar o próprio corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – nosso culto racional (relacionado com o v. 2 – não me amoldar ao “esquema deste mundo”, mas ser transformado pela renovação da minha mente para experimentar a vontade de Deus)

Nm. 28:1-8 – diversos aspectos de nossa oferta diária (holocausto=sacrifício completamente queimado)

Mt. 16:24 – “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” – é necessário renovar a minha aliança com o Senhor todos os dias.

1.    Cordeiro (macho da ovelha): animal que não tem direção própria e não resiste ao “caminho para a morte” – entrega-se por inteiro – Nm. 28:3

Is. 53:7 – “...como um cordeiro, que é levado ao matadouro, e como a ovelha muda” – este texto fala de Jesus ao se deixar levar ao lugar de sacrifício (o Calvário) sem se queixar e sem defender os seus direitos – Ele não apelou para a justiça humana, Ele se deixou injustiçar por amor a mim e a cada um de vocês

Is. 53:6 – Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho – o andar conforme o “esquema deste mundo”, de acordo com a nossa própria direção – uma vez que já sabemos o que é melhor para nós (fruto da árvore da ciência do bem e do mal), a direção é do “esquema deste mundo”, conforme a minha vontade, muitas vezes dependente das emoções, ligada diretamente à busca do meu prazer (isso é o que costumamos considerar como mais importante)

Quando os israelitas foram ensinados a oferecer um cordeiro, tanto estavam apontando para Jesus como cordeiro de Deus (Jo. 1:29) quanto estavam se identificando com a oferta.

Hoje precisamos apresentar nossa oferta ao Senhor, entregando nossa vida diariamente (holocausto perpétuo ou contínuo – Nm. 28:6), no início e no fim do dia (ao entardecer), e isso compreende nossa identificação com a oferta – precisamos nos associar com Jesus na Sua morte, e entregar tudo o que temos e tudo o que somos como oferta ao Senhor, renunciando a nossa vontade (negar-se), morrendo com Ele (tomar a cruz) e sendo transformados pela renovação de nossa mente (seguir a Jesus), vivendo a própria vida de Jesus e pensando como Ele.

Is. 53:4-5 – Ele tomou sobre si (e levou) as nossas enfermidades, dores, transgressões, maldades, castigos, feridas... Ele pagou o preço por tudo o que era contrário a cada um de nós.

Na prática, o oferecer o cordeiro envolve: adoração (reconhecimento do que Deus é) em espírito e em verdade, associada à confissão com arrependimento (reconhecimento do que eu não sou), entrega pessoal integral (me associar à morte de Jesus) – literalmente, render-se, apropriação do perdão de Deus, identificação com a ressurreição de Cristo (posicionar-me nos lugares celestiais em Cristo como mais que vencedor)

2.    Farinha (1/10 de um efa da melhor farinha) - Nm. 28:5 – O efa mede 20 litros (medida para secos) – 2 litros da melhor farinha para ser oferecido junto com o cordeiro.

O trigo é um dos símbolos da Palavra de Deus, com a qual nos alimentamos, o que deve acontecer diariamente, acompanhando nossa adoração (cordeiro).

Sem a Palavra, nossa adoração fica vazia, sem substância, desnutrida. Jesus disse que as pessoas erram por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus. É necessário um equilíbrio e uma segurança, por isso a adoração (o cordeiro oferecido – a própria vida) precisa ser acompanhada pelos princípios da Palavra, para que saibamos o CAMINHO a seguir (Jesus é o caminho – Ele é O VERBO – a Palavra de Deus)

3.    Azeite (1/4 de him de azeite batido) – Nm. 28:5 – O him mede 3,5 litros (medida para líquidos) – 875 ml de azeite batido para ser misturado à farinha.

4.    Vinho (1/4 de him de vinho – libação de bebida forte) – Nm. 28:7

O vinho é símbolo do sangue de Jesus, por isso é utilizado na Ceia do Senhor, e representa a nossa apropriação do perdão e da salvação em Cristo. Esta oferta de libação era derramada diante do Senhor 2 vezes ao dia, junto com o cordeiro e com a farinha misturada com azeite.

OFERTAS DE AROMA AGRADÁVEL A DEUS – Nm. 28:8

Sacrifícios de louvor (Hb. 13:15) – frutos de lábios que confessam o Seu nome, e Sacrifícios de amor (Hb. 13:16) – a prática do bem e a mútua cooperação. Com tais sacrifícios Deus se compraz (se agrada)

Oferta contínua (perpétua) 2 vezes ao dia – serviam para significar que cada dia deveria começar (manhã) e terminar (ao entardecer – no final do expediente de trabalho) com ofertas de louvor a Deus – Ex. 29:40-41

Nosso DESAFIO é apresentarmos nossa ADORAÇÃO completa diariamente – se desejarmos fazer como Deus orientou os israelitas, 2 vezes ao dia, para que nosso dia seja entregue ao Senhor no seu início e no seu fim.

Se “separarmos” um tempo pela manhã (antes de iniciarmos nossa jornada diária) para essa oferta ao nosso Deus e durante o dia continuarmos buscando Sua presença e a adoração como estilo de vida (orar sem cessar, associado à alegria permanente e à posição de agradecimento em qualquer circunstância – o sanduíche de I Ts. 5:16-18), após a jornada diária de trabalho será quase automático a posição do nosso coração de mais uma oferta de gratidão e a continuação de nossa adoração como estilo de vida, de tal maneira que não será nenhum esforço a mais repetirmos a oferta da manhã. E isso nos trará alegria de viver – VIDA ABUNDANTE de verdade.



Paulo Eril 

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